Pílula de Reflexão: Arte-Relacional, precisa de técnica?

Obra relacional de Nicolas Bourriaud.

Técnica vem do grego techné, sendo esta palavra traduzida por arte, ofício. Assim, a técnica sempre se confundia com a arte, sendo distanciada desta a partir do momento em que começou a ser entendida como um conjunto de procedimentos que têm por objetivo chegar a um determinado resultado.


A técnica se caracteriza também primordial para a sobrevivência, visto que esta também permeia a vida dos animais, ela surge a partir da relação com o ambiente e da necessidade de transformá-lo, objetivando suprir desejos e necessidades.


A técnica pode estar aliada a Tecnologia, que também vem do grego: “técnica, arte, ofício” e estudo. O termo envolve a transformação de conhecimentos em processos, ferramentas e materiais próprios para o alcance de um objetivo na obtenção de resultados específicos. A tecnologia pode também ser compreendida como uma metodologia, que reúne o conhecimento em etapas que possibilitam o desenvolvimento de habilidades, o como colocar em prática o conhecimento.


A partir disso e há um tempo, venho pensando qual a técnica necessária para elaborar e realizar um trabalho artístico relacional no espaço público, visto que este que está sendo estudado, não pretende chegar à um resultado, produto final.


- Na arterelacional, o público é visto como uma comunidade. Em vez da obra de arte ser um encontro entre um observador e um objeto, a arterelacional produz encontros entre pessoas. -


Como a técnica de dança ou mesmo da conscientização do corpo pode dar conta da arte relacional proposta em lugares onde a afetação quase não se dá; a saber, nos grandes espaços de fluxos/passagens da cidade; buscando como resultado a expansão do corpo para uma possível afetação.


Coloco-me a refletir sobre a inserção de um corpo que é comunicação.


Minhas inquietações são:


Qual o treinamento/técnica mais adequada ao corpo para lidar com a afetação e a tradução cultural de um lugar de passagem?


Como a técnica/treinamento, nesta esfera relacional pode já ser a arte de tradução daquele espaço público?


Se você puder contribuir com essa reflexão, ficarei bastante feliz. Vamos conversar!

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