Série Dança Sagrada: Danças Circulares e da Paz Universal no Brasil


Roda de índios Xavantes - Brasil

No Brasil ambos os movimentos encontraram eco e são conhecidos como Danças Circulares ou Danças Circulares Sagradas. Em nosso país vem se somando a este movimento uma parcela bem brasileira, formada pelas danças folclóricas feitas em roda e também pelas danças e brincadeiras de roda. Estas estão sendo reavivadas por educadores, folcloristas e/ou integrantes do movimento, com o intuito de intensificar a dança de roda no universo infantil, introduzindo, inclusive, músicas do nosso repertório popular, tanto antigo como atual.

De modo geral, as Danças Circulares têm sido praticadas com diferentes fins, e em ocasiões diversas como forma de crescimento individual; como caminho espiritual; uma forma de vivenciar o lúdico; na celebração de algum evento; como meio de harmonização grupal em apoio a alguma atividade que se deseja realizar; como instrumento terapêutico e de cura; no trabalho com idosos; com pessoas diferenciadas; como instrumento educativo para a vivência de princípios éticos nos âmbitos pessoal, grupal, social e planetário e, por fim, vêm contribuindo também no meio empresarial como instrumento de integração, sociabilização, centramento, ludicidade para o grupo, em sintonia com o propósito da empresa.

As Danças Circulares vêm se espalhando pelas principais capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belém) e também pelo interior.


Para dançar não são necessárias habilidades especiais. Basta querer compartilhar da alegria de se dar as mãos na roda, com disponibilidade para ser mais um elo que dá, recebe e contribui para a criação grupal, com seu modo único e original de ser.


Dança da Paz Universal

A dança é um rito: ritual sagrado e social. Encontramos na dança essa dupla significação que está na origem de toda atividade humana.


Dança Sagrada: O homem está diante do incompreensível: angústia, medo, atração, mistério… A dança nasce diante da necessidade de dizer o indivisível, de conhecer o desconhecido, de estar em relação ao outro.


Dança Profana: O homem faz parte de um dado grupo étnico, social, cultural. Tem necessidade de se sentir fazendo parte integrante deste grupo. O gesto dá a existência da união das leis, costumes, trajes e linguagem.


Dança Sagrada, Dança Profana: O solista diante do metafísico; o grupo unido em sua função social – a origem de toda dança deve ser procurada nessas duas formas essenciais.


“O lugar da dança é nas casas, nas ruas, na vida”

(Maurice Béjart)


É só a arte que tem o poder de traduzir com as formas o sagrado. Como sugere Marchiano (1977:217): “A forma...., é o único meio humano que permite a transcendência) do nível sensível, a não identificação com aquilo que muda, a conversão do estético no teorético”. A relevância da obra artística é dada pela transmissão da harmonia, que liga algo dentro e algo fora, o corpo e o espírito, a natureza e o homem. Mas sem a inspiração divina o escultor, o dançarino, o musico não poderiam criar o "momento artístico-religioso".


Dança é a união de corpo, espírito e coração.

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